Você sabe dizer o motivo de sentir seu coração apertado, olhos molhados... Sempre que pensa no quanto era bom ter aquela pessoa por perto? Saudade, certo? É esse o nome?
As coisas ficam confusas dentro de nós às vezes. Eu sempre confundo alegria extrema com paixonite. Será que foi isso que eu fiz quando esse rosto que tanto gosto de olhar ressurgiu meses atras? Eu não sei!
Sei que houve uma tempestade.
E sei que ela depois me rendeu muitas páginas do que agora já posso oficialmente chamar de "livro". Ah, os frutos da imaginação quando o coração está batendo forte...
Essa enrolação toda era só pra dizer que hoje senti falta dele. Sim. Saudade. Essa palavra que só quem sente falta de algo como quem sente fome sabe descrever. Meu coração está colado nas costas. É o que dizem do estômago? Acho que serve. Onde quer que esteja... Que esteja bem.
Céus, às vezes você pode realmente fazer muita falta.
~
AM.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Nenhum sacrifício
"Lembro quando senti medo. Não um medo comum, como quando você
sabe que tem uma prova importante e não faz ideia de como se sairá. Foi um medo
real, gritante e assustador. Estava escrevendo, como de costume, e a informação
veio. O gelo no estômago, que não se parecia em nada com as borboletas que
constantemente interrompiam minha concentração, de repente se transformou num
gigante. Queria saber o que dizer, queria ter uma piada pronta, ou qualquer frase
de auto-ajuda que fizesse a informação menos difícil de ser digerida. Mas nada
pareceu funcionar. Foi quando percebi que aquele coração alegre e tão cheio de
vida poderia ser tirado de mim a qualquer momento. Todos já dissemos um dia que
certas pessoas deveriam ser eternas. E todos já tivemos vontade de vender tudo
para correr atrás de uma grande paixão. Essas sensações tão humanas e
verdadeiras me ocorreram imediatamente. Embora ele estivesse cheio de esperança
e com brilho nos olhos, soube que precisaria a partir de então aproveitar cada
segundo, porque para sempre não existe no mundo real. Existem momentos – de alegria,
tristeza, saudade, agonia e paz. Fiz minha voz ser ouvida de todas as formas,
na ânsia de me certificar de ter sugado tudo que pude e expirado todo o meu
amor. Perto ou longe de mim, ele seria amado e homenageado através da minha
arte. A devoção é gratuita e não, não é nenhum sacrifício."
~LC
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Data:
16 de Maio de 2013.
Onde
estou?
Bem,
são 20:16hrs, estou em casa. Terminei a faxina e acabei de abrir uma
saborosíssima Skol Beats – minha cerveja favorita.
Foi
um dia puxado. TPM rolando solta, véspera do meu aniversário – um dia típico,
só que hoje bateu uma tristeza absurda.
Cerca
de um mês atrás, planejei o que faria no dia em que eu comemoraria 30 anos
nesta terrinha. Um a um, os planos foram
por água abaixo.
Resolvi
ficar aqui hoje, falando com(igo) você, enquanto as horas passam lentamente.
Então,
vamos lá. Vou procurar algum livro que diga algo a respeito de como me sinto
hoje, ao som de “Simpsons” (sim, o seriado).
“Aprendi
que amar não significa estar junto, mas sim querer ver a pessoa feliz, mesmo
que isso custe a sua felicidade.”
“Sim,
vai ser difícil, mas o tempo passa rápido. Vamos nos reencontrar. Eu sei. Eu
sinto.”
As
duas frases são do livro “Meu Querido John”. Ambas expressam bem o tipo de amor
que carrego em mim. E cá estou, divagando, viajando na maionese.
Praticar
o desapego tem sido minha missão mais difícil desde sempre. Porque tenho essa
mania de amar. Quando aprendo a nutrir esse sentimento por quem quer que seja,
quase que imediatamente passo a sentir necessidade da pessoa.
Como
lido com esse pequeno problema?
Nem
eu sei. Às vezes acho que não lido. Não é sempre que consigo exercer total
controle sobre tanto sentimento intenso. A grande vantagem de ser assim é que,
embora eu sofra um pouco, sei que sempre deixei claro o real valor das pessoas em minha vida. Estou
disponível quase o tempo todo – é difícil conseguir me fazer dizer um “não”.
Mas
não quer dizer que seja algo ruim, afinal.
É
isso.
Vou
terminar com a página 39 do livro Maktub (Paulo Coelho):
“Diz
o mestre:
Hoje
seria bom fazer algo fora do comum.
Podemos,
por exemplo, dançar na rua enquanto caminhamos para o trabalho. Olhar nos olhos
de um desconhecido e falar de amor à primeira vista.
Dar
ao chefe uma idéia que pode parecer ridícula, mas em que acreditamos.
Comprar
um instrumento que sempre quisemos tocar, e nunca nos arriscamos.
Os
guerreiros da luz se permitem esses dias.
Hoje
podemos chorar algumas mágoas antigas que ainda estão presas à garganta.
Telefonaremos para alguém com quem juramos nunca mais falar (mas de quem adoraríamos
escutar um recado em nossa secretária eletrônica). Hoje qualquer falha será admitida
e perdoada. Hoje é dia de se ter alegria na vida.”
Viu?
Eu tento.
Ao
som de Vocari Dei – Pain of Salvation.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Lembranças
E esse foi o presente de natal improvisado. Eu estava pra lá de empolgada :)
Queria vê-lo recuperado, feliz da vida e de volta ao meu mundo. Destas três coisas, só a terceira não aconteceu.
~ASM.
~ASM.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Essa saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi.
"Relaxa, menina... Realmente, você escreve muitíssimo bem, diga-se de passagem. E, embora eu não tenha mesmo sido convidado, fiz algumas visitas ao seu cantinho."
Nada mudou em nós, mas você omitiu algumas coisas em relação aos seus sentimentos por mim. Que nada disso interfira em nossa cumplicidade, em nossos lados "fêmea e macho".
"Sinto saudade de nós, da forma fácil como nos entendíamos tão bem..."
"Você sempre será a Sun".
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Releituras - As primeiras longas conversas
"Era difícil não me lembrar
do sorriso dele. E era difícil não sentir saudade do que tivemos. Penso que
naqueles dias ele realmente precisou de mim, precisou da minha companhia, do
que eu podia dizer para fazê-lo se sentir menos solitário. Acredito nisso
porque embora minha memória não seja exatamente uma grande amiga, nos meus
diários há anotações de cada ligação que ele fez para o meu número, há trechos
de nossas conversas, detalhes de ambas as vidas, coisas que você só compartilha
com alguém em quem realmente confia.
E depois eu soube por ele mesmo o que toda essa loucura
representou:
“Foi a coisa mais
louca que me aconteceu na época. Uma atração forte, misturada com um bem-estar,
uma necessidade de estar ali, e, ao mesmo tempo, a frustração por eu estar tão
longe... Mas você literalmente parecia um imã, que me puxava e me atraía com
seus lindos olhos verdes, a voz que eu escutava até adormecer, meu porto seguro
de todas as horas: boas, ruins e estressantes que passei na época... Ah, você,
você, você... Passaria horas divagando... Foram tantas coisas, tantos
acontecimentos... Mas você sabe disso tudo melhor do que qualquer pessoa... Arquivou
tudo isso... Simples e espetacular como todo amanhecer com o Sol raiando no meu
rosto toda manhã... e foi assim que surgiu o seu apelido...”
Talvez depois da minha grande loucura, ele tenha mesmo se
assustado – foi um golpe inesperado. Mas não me arrependeria nunca de pelo
menos ter me dado o presente de estar com alguém que amei (ainda que à
distância) desde o início.
E você sabe se o que sente é amor quando é capaz de dizer
adeus. Nós nunca o dissemos de fato, mas dentro do meu coração, nós nos
despedimos com aquele último beijo ainda dentro do carro. Quando ele me disse
“fica bem” pela última vez, foi como se dissesse “viva bem, você tem um mundo
inteiro pra descobrir e essa é a minha vida agora. Adeus.”
Não vou dizer que não tentei encontrá-lo depois disso,
pois estaria mentindo. Mas as fontes eram escassas, e o único amigo mais
próximo me disse que era melhor deixá-lo em paz, que ele estava bem, estava
casado e o mais importante: estava feliz. E eu não ia querer estragar nada
disso, como quase fiz no passado.
Conheci outras pessoas, me apaixonei novamente e assim
nossas vidas diferentes se seguiram."
~Ouvindo: Elton John - Your Song.
04:52pm
Releituras – O ópio necessário.
As pessoas não vão atrás da fé por livre e espontânea vontade. Cada um a seu momento faz essa busca por algo maior, sagrado. Os motivos podem variar, mas a necessidade de saber que existe uma força maior que nós mesmos dando sentido à existência grita em certo ponto de nossas vidas.
Foi pela necessidade de uma boa razão para esquecer que comecei a acreditar. Precisava começar de algum lugar. Eis o lugar – se conseguir aceitar que talvez esses anos não tivessem sido reais, que fui enganada, traída, que fui induzida a viver uma vida projetada, assim “talvez” eu seja capaz de deixar tudo no passado sem carregar o que sobrou em mim.
Foi pela necessidade de uma boa razão para esquecer que comecei a acreditar. Precisava começar de algum lugar. Eis o lugar – se conseguir aceitar que talvez esses anos não tivessem sido reais, que fui enganada, traída, que fui induzida a viver uma vida projetada, assim “talvez” eu seja capaz de deixar tudo no passado sem carregar o que sobrou em mim.
Um lado meu diz que eu deveria
duvidar, questiona a veracidade de tudo que ouvi e possivelmente tenha
aprendido a sentir ultimamente. A outra parte fecha o corpo e a alma, controla
os impulsos, joga todas as lembranças no mar do esquecimento, não se vinga, mas
consegue crer em tudo para começar a deixar de amar.
O problema é essa voz insistente,
que às vezes ouço apenas dentro da mente, e em outras ocasiões, ouço de pessoas
que fazem parte indiretamente da minha vida, que não vivem perto de mim, mas
parecem me conhecer como se tivessem se criado ao meu lado.
Eu não gostaria de duvidar agora – preciso desse ópio. Na vida real, sei que já deixei muito mais coisas e pessoas para trás, a fim de ter um novo começo. E todos os meus novos começos foram plenos, intensos e, ao menos para mim, genuínos. Também me permiti amar as pessoas erradas, gostaria de ter me permitido aprender a amar outras, que me presentearam com lealdade e amor gratuito – quando estou só, sinto falta dessas pessoas, e me pego desejando que elas também sentissem a minha. Ser alguém de fácil convívio não necessariamente quer dizer que eu seja compreendida integralmente por todos. Alguns me acham uma completa idiota.
Eu não gostaria de duvidar agora – preciso desse ópio. Na vida real, sei que já deixei muito mais coisas e pessoas para trás, a fim de ter um novo começo. E todos os meus novos começos foram plenos, intensos e, ao menos para mim, genuínos. Também me permiti amar as pessoas erradas, gostaria de ter me permitido aprender a amar outras, que me presentearam com lealdade e amor gratuito – quando estou só, sinto falta dessas pessoas, e me pego desejando que elas também sentissem a minha. Ser alguém de fácil convívio não necessariamente quer dizer que eu seja compreendida integralmente por todos. Alguns me acham uma completa idiota.
Só quem conhece bem a fundo minha
história sabe que eu me mascarei inúmeras vezes para não deixar que me vissem
chorando com o coração partido.
Costumo me curar sozinha, ali no
centro da cama, no escuro, enrolada no cobertor. Sem música. Com a cabeça a
milhão, calculando os erros em todas as possibilidades. Mas me curo. Choro uma
semana, duas. E depois guardo as tristezas na gaveta e me preparo para qualquer
boa notícia.
Também sinto necessidade do ópio
e te desafio a me apresentar uma pessoa que se diga boa e auto-suficiente o
bastante para lidar apenas com a realidade e não sentir que lhe falta algo.
Somos iguais em tantas coisas, mas não se trata apenas de mim e de você. A grande massa da humanidade se sente exatamente igual, porque somos mesmo psicologicamente bem similares. Escolhemos acreditar naquilo que parece mais viável, mais cômodo, até. O importante é que demos um jeito no vazio que deixaram em nós. Esse buraco negro que se alimenta de tudo aquilo que não conseguimos controlar – seja amor, saudade ou mesmo a raiva.
Somos iguais em tantas coisas, mas não se trata apenas de mim e de você. A grande massa da humanidade se sente exatamente igual, porque somos mesmo psicologicamente bem similares. Escolhemos acreditar naquilo que parece mais viável, mais cômodo, até. O importante é que demos um jeito no vazio que deixaram em nós. Esse buraco negro que se alimenta de tudo aquilo que não conseguimos controlar – seja amor, saudade ou mesmo a raiva.
Agora acho que é só ir até o fim
desta estrada. A idéia é que basicamente ela nos leve para algum lugar
diferente. Ou não.
Pode ser que paremos no ponto em
que começamos, porque o mundo gira. E o girar do mundo não implica no fato dele
ter que mudar. Pode mover-se momentaneamente de lugar, apenas. Tentemos evitar
essa colisão com o passado. Pelo menos desta vez.
~Ouvindo: Oleta Adams, Get Here.
08:58am.
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